sábado, 28 de abril de 2012

a primeira lei de newton

após revelar em outro post q sou leitor de freud, mesmo q de forma fraudulenta e sem sentido, ñ contenho minha vaidade e passo agora a assombrar o maior físico vivo.

esperem. acabo de ler na wikipédia q ele morreu. e q já faz tempo. então ignorem o primeiro parágrafo. vamos recomeçar: a princípio, ao saber q existia esse tal de newton e q ele havia redigido 3 leis imaginei q se tratava de um deputado ou senador. ñ seria decerto um parlamentar brasileiro senão essa leis ainda estariam em alguma obscura ou inútil comissão. pelo menos o poder legislativo é bem-humorado e possui sob suas saias uma comissão de constituição e justiça. se há tantas leis injustas creio q essa comissão deve estar dormindo no ponto. ou hibernando no ponto, sei lá. mas ñ vamos falar de poder legislativo, o tema de hj ñ é esse e ñ tem nada a ver com o poder legislativo brasileiro.

investiguei a fundo as 3 leis de newton, tendo permanecido na primeira e ignorado as demais pelo fascínio q a referida norma exerceu sobre mim. não há nada p/se entender: a inércia é a primeira lei, ora então p/q ler as outras duas ? caso eu investigasse as outras duas leis estaria de pronto violando a primeira. melhor obedecer logo à primeira e aguardar q chova martini na lata de refrigerante q vc catou no lixo. sem azeitona por favor, pq mastigar viola o ócio e faz mal aos dentes. 

é sabido por todos q o trabalho é a forma mais cansativa de ganhar dinheiro. e tb é conhecido q muitos sábios preferem a ausência de dinheiro a ter q trabalhar. o trabalho destroi famílias, produz a renda q incita os crimes e dissemina inveja qdo o q trabalha acumula mais posses do q o q ñ trabalha. o trabalho tb é o avesso da religião e da bondade gratuita, embora esta em geral seja ocasional e malfeita (se é de graça vc ainda quer bem feito ?). nos dois próximos parágrafos discorrerei a respeito de trabalho e suas relações deletérias com família e religião, depois retornarei ao tema principal, qualquer q seja ele. 

o trabalho separa as famílias. o pai sai p/trabalhar. a mãe sai p/trabalhar. o filho sai p/estudar. todo mundo sai de casa, fica só a empregada enrolando o serviço e assistindo televisão. o pai tem um caso com a secretária. a mãe tem um caso com um colega de trabalho. o filho engravida a professora durante a aula de química, qdo ninguém estava prestando atenção. pensando bem, nesses eventos, o trabalho é um agente multiplicador de famílias, pois o primeiro lar desfeito dá lugar a outros 3 pela ação voluptuosa de seus membros. ou dos membros dos seus membros. mesmo q a professora seja casada e se dê um empate de lares desfeitos eu ainda ñ contei q o pai tem um filho com a empregada, mas esconde de todo mundo, gerando uma segunda ou primeira família dependendo da extensão do feriado. já seria uma terceira família, mesmo q a empregada crie o filho sozinho, o q é o caso, estabelecendo o placar de 3x2 pró trabalho. e ñ me casem a empregada senão eu vou passar a minha vida escrevendo esse post. portanto nesse item quero me redimir com o trabalho, sendo esta sua única virtude: disseminador dos agrupamentos familiares. o trabalho é o aedes aegypti da família. sei q essa súbita mudança de opinião pode sacrificar o aspecto da coerência do meu texto, mas a intenção deste humilde folheto é modestamente retratar o mundo como um todo e suas vicissitudes. e o mundo ñ é coerente. tb nunca pensei q a família q eu ia descrever era tão lasciva e mais uma vez o sexo mandou o nexo para o beleléu. passemos adiante pq moro em jaçanã e tenho um trem p/pegar. 


para sacralizar a oposição entre trabalho e religião faço uso da principal alcoviteira desta: a ciência. uma universidade particular de lisboa fez a seguinte experiência: ensinaram 3 homens a embaralhar cartas durante 6 meses; depois colocou cada um para cortar um alqueire de cana-de-açúcar; o primeiro deveria pedir ajuda a Deus antes de trabalhar; o segundo deveria só trabalhar sem pedir nada a Deus; o terceiro deveria só pedir ajuda sem trabalhar. o resultado é q os dois primeiros concluíram suas tarefas e o terceiro ñ conseguiu nada com exceção do vício em cartas. e qdo foi pegar o resultado da pesquisa foi atropelado por um ônibus. hospitalizado, o acidentado interpretou aquilo como um sinal divino e mudou completamente de vida, tornando-se instrutor de ioga em um zoológico. a conclusão da pesquisa foi óbvia: se é p/dar uma dica pq enviar um ônibus? ñ basta um sms? mas as altas cúpulas das religiões interpretaram q muitas pessoas poderiam entender q se pode vencer na vida e atingir objetivos apenas com o trabalho, o q é uma blasfêmia. trabalharam a imagem dos portugueses p/q passassem a ter fama de burros e assim prejudicaram a credibilidade da pesquisa. vejam qto mal se faz em nome de Deus ! e com esses argumentos concluo q o trabalho é avesso à religião, mesmo relendo o parágrafo e ñ me convencendo disso. passemos adiante. 

a melhor forma de ganhar dinheiro é ter sorte. quem tem sorte ganha dinheiro na loteria ou acha pelas calçadas. a única vez q achei dinheiro na calçada ele estava tão grampeado em uma série de contas e me deu tanto trabalho tentar retirá-lo q decidi pagar as contas e ficar com o troco. mas os q têm sorte de verdade gargalham na cara dos trabalhadores. e sua gargalhada tem dentes de ouro. trabalhar é um preço muito alto pelo dinheiro. para estes a inércia é a lei de newton preferida e ñ posso lhes faltar abstendo-me de, como dizem os americanos, "put my hands in this bowl"*. o texto a seguir constitui uma maquete (existe maquete de texto?) de um preâmbulo preliminar q traduzi dos originais de newton. busquei conservar ao máximo os maneirismos do texto, o qual já possuía o estilo abreviado da internet. o cara estava à frente do seu tempo! imaginem uma pequena loja de roupas do sul de londres no início do século XVIII. agora já me vou e os deixarei a sós com newton e sua explicação sobre a lei da inércia.

qto é essa roupa?

nós já estamos fechando, senhora, ñ podemos mais vender.

mas ñ fecha daqui a vinte minutos?

mas se ñ tiver ninguém comprando a gente fecha antes.

bom, eu estou querendo comprar.

(olhando o relógio). tudo bem senhora, mas essa roupa ainda está sem preço.

mas tem outra igualzinha a ela, ao lado, q tem um código de barras. na verdade parece haver uma dúzia de roupas iguais a essa. veja o preço dela por favor.

essa roupa é gde demais p/a senhora, ñ vai ficar bem.

deixe-me ver. ah, eu tenho roupas com essa numeração... deixe eu experimentar.

os provadores já estão fechados.

mas os provadores têm apenas um cortina. vcs botaram cadeado na cortina? é só eu passar por ela.

é q os provadores não podem ser usados meia hora antes da loja fechar.

uma mulher acaba de sair de lá, veja.

essa mulher entrou antes da hora de fechar os provadores.

eu vou levar sem provar então.

mas nós ñ aceitamos devolução.

tem um cartaz dizendo q aceitam trocas até uma semana depois da compra !

mas é só p/quem provou a roupa antes de comprar.

mas eu ñ estou provando pq vc ñ deixa!

normas da loja... se fosse por mim eu deixaria.

onde está a gerente?

eu SOU a gerente. vc JÁ está conversando com a gerente. o q deseja?

vc já sabe o q eu quero. ñ vou repetir tudo de novo. sabe de uma coisa? vou levar a roupa. se ñ couber em mim, dará p/uma de minhas irmãs. aqui está o cartão.

nós ñ vendemos no cartão.

mas ali tem um adesivo com bandeiras de cartão.

coisa velha, vou até retirar.

mas tem uma máquina de cartão em cima do balcão !

já tirei da tomada. precisamos do telefone desocupado. estou esperando um telefonema urgente.

alguém da família doente?

ñ. um cara q eu conheci pela internet disse q ia ligar p/cá hoje.

vc mentiu pq disse q ñ vendiam através de cartão e agora é pq quer o telefone livre.

eu quis evitar discussão. a senhora é muito insistente.

vou pagar em dinheiro. aqui está o dinheiro.

o caixa está fechado.

como está fechado?

ele está fechado eletronicamente. só a menina do caixa sabe a senha e eu já a liberei. todo mundo merece um descanso, ñ é senhora?

uma loja desse porte tem um sistema de cofre de banco? a gaveta está programada p/abrir q horas?

só amanhã de manhã.

posso pelo menos deixar a roupa separada p/ eu pegar amanhã?

claro, sra, mas ñ posso garantir nada.

vou colocá-la em cima do balcão.

ñ no balcão ñ, sra. ñ pode entrar assim na loja, sra !

ei, a gaveta do caixa é normal, ñ tem nem chave.

a sra ñ pode entrar aqui, isso é invasão.

mas entrei e vi a gaveta normal. quero pagar agora. tome o dinheiro.

             a gerente abre a gaveta e parece radiante ao dizer:

ñ temos troco.

*pôr minhas mãos nessa cumbuca.

sábado, 21 de abril de 2012

HOMEM DE FASES

eu nunca tenho mais q 3 amigos pq eu tenho mais o q fazer e amizade dá muito trabalho. os amigos homens ficam melhores com o tempo, mas só um pouco, pq ao passo q as mulheres amadurecem e vão vencendo as etapas naturais do crescimento, infância, adolescência e idade adulta, o homem acumula a idade e não abandona as fases anteriores. ele se torna adolescente mas continua infantil. ele se torna adulto e continua adolescente e infantil. a exceção é quando ele se transforma em velho e aí deve ter algum estalo do sentido da vida pq se rende completamente à infância. ele tem o serviço psicanalítico de libertar a criança em si e deixá-la ir embora ñ sei p/onde (p/onde vai a criança q vc foi qdo vc a liberta da sua mente: andar de roda gigante ou dar recados p/o tráfico?). para ilustrar de forma racional o meu discurso vamos agora observar cientificamente como esse processo se dá em nível inconsciente. o trecho a seguir foi retirado da famosa obra de freud, "dicas de churrasco e bordado", mais popularmente conhecida nos meios acadêmicos pelo seu sub-título: "o atropelamento do meu cachorro billy, suicídio ou catarata canina?". leiam a partir da p. 128, 3º parágrafo. 

estão lá os três reféns aos pés do velho pistoleiro. a criança, o adolescente e o adulto. a criança gosta de cheetos; o adolescente quer roubar um carro só p/ver como é q é; o adulto odeia o trabalho mas quer convencer os outros dois a ñ odiarem a escola. o velho pistoleiro é o ego, ele olha p/o seu capanga, o id (o id só tem intelecto p/ser capanga, embora tenha muitas histórias p/contar) e fala: "deixe só a criança, liberte os outros dois. depois vá comprar cheetos". o id ñ pergunta ( o id nunca pergunta nada, ele acolhe os mais absolutos paradoxos). o velho pistoleiro está de botas de vaqueiro agora, com aquelas esporas q parecem sinos de tanto barulho q fazem qdo ele pisa o assoalho de madeira. ele se agacha e fica da altura dos olhos da criança, como ensinam os manuais de educação infantil.

"vc pode ir brincar lá fora agora, hj ñ tem lição, ñ tem banho, ñ tem hora de almoço ou jantar, ou café. depois vamos brincar de polícia e bandido e vc pode ser o bandido."

"mas eu gosto de fazer a lição!".

"escute, ñ precisa fingir. o  superego ñ está mais conosco. eu montei uma emboscada contra ele há dois dias, em um despenhadeiro, lá perto das memórias de bebedeiras. ele sempre ia p/lá encher o saco. mas antes de eu atirar ele caiu morto. o id vinha colocando vidro moído na comida dele há uns trinta anos. agora somos só nós. ñ precisa fingir."

"eu quero um dever de casa. AGORA"

"eu ñ lembrava q vc era tão careta ! tome esse cigarro, vamos ouvir esse LP de histórias infantis de q eu tanto gostava qdo era criança"

"fumar faz mal pros dentes e pra respiração. pode ouvir essa droga de disco. eu vou procurar um dever de casa nesse lugar. vou ganhar o dia se encontrar de matemática. depois tomarei um belo banho"

o velho se acomoda no sofá deprimido. o adolescente parecia mais divertido, pq ele deixou o adolescente ir embora ? p/onde vai o adolescente q vc foi qdo vc o liberta? nesse momento chega o id com um pombo morto.

"ah, velho id, vc errou as compras de novo. esse pestinha sabe cuidar de si melhor q nós dois juntos. um dia ele vai ser dono de uma fábrica de cheetos se quiser. prepare meu cavalo, vamos atrás de alguém na memória das bebedeiras."  
   
o id fala : "o velho é uma criança malcriada com autorização legal p/fumar charutos e beber whisky" 

"quem mandou vc falar isso? quem lhe deu falas? qdo vc fala só causa constrangimento ! q falta faz o superego, ele lidava melhor com vc!"

triste, mas sem saber pq, o id sai do recinto e põe a sela em uma bicicleta. depois monta e fala: "pocotó".  a bicicleta cai. o velho vê tudo e lhe dá outra bronca. o id fica num canto, com um único pensamento inteligível: "vidu muído, vidu muído"  


esse freud sacava tudo da mente humana, hein ?

domingo, 15 de abril de 2012

STRAUSS DA VALSA E PABLO DO ARROCHA

estava eu descansando meus ossos em um trecho do litoral da boa terra, traçando parcimoniosamente um bom livro, qdo meus ouvidos fizeram contato com o q parecia ser algo sobrenatural. primeiro imaginei-me um médium, o q me permitiria realizar o antigo e secreto sonho de me tornar um x-man, mas perguntei à minha senhora se ela estava ouvindo um som diferente, como se viesse de uma orquestra de anjos. ela disse q ñ estava conseguindo ouvir os anjos pois um carro havia estacionado perto de uma cabana da praia e impôs  uma música do inferno q poderia ser ouvida em um raio de 20 km, e q ela achou q se fossem anjos seriam os do apocalipse. ñ podia ser! o som de q ela falava era o mesmo q eu estava ouvindo ! minha senhora estava na verdade usando do recurso da ironia e pus-me a rir com a sua observação. ñ sou conhecedor de música, meus ouvidos têm a habilidade q um bicho-preguiça teria p/tocar cavaquinho, tarefa por demais dificultosa, mesmo o animal já possuindo as unhas grandes, mas minha audição serve apenas p/rudimentos do dia-dia e com o tempo está mais amante dos gritos q dos sussurros  a q as pessoas chamam de volume normal de diálogo. creio q meus ouvidos estão precisando de muletas. a despeito de tudo isso eu sei reconhecer um milagre qdo o ouço. q ser humano ñ é capaz de reconhecer o espetacular, o extraordinário ou o assombroso qdo este assoma à sua porta. e aquela música me assombrava. levantei-me vigorosamente do meu ócio e me coloquei em passos firmes rumo à cabana de onde emanava aquele som melífluo. 

logicamente eu ñ iria falar diretamente com o proprietário do veículo de onde vinha todo aquele milagre. imaginem são paulo na estrada de damasco e todo aquele brilho na estrada q terminou por o cegar ! duas coisas q eu sei sobre eventos extraordinários: nunca olhe direto p/o brilho, especialmente na estrada p/damasco; jamais caminhe para a luz, especialmente se vc estiver parado em uma cama de uti. se aparecer um brilho ponha as mãos nos bolsos, assobie, converse com a pessoa ao lado sobre a novela ou qdo irá chover, finja q ñ é com vc. a luz é claramente uma emboscada, é a morte fazendo blitz. por isso fui na borda do evento conversar com um atendente da cabana, antes de ter com são pedro, q no mínimo deveria ser o proprietário daquele veículo automotor de som tão potente. aliás é preciso fazer um elogio em particular à indústria de caixas de som. ñ creio q outra área da civilização tenha se desenvolvido com mais pujança do que a das caixas de som. q coisa fantástica ! há tempos q dodô, osmar e o terceiro q ninguém lembra o nome, os quais compunham o trio elétrico primordial, subiram em um carro e saíram tocando pelas ruas de salvador. hoje esse som seria de mosquito perto dos decibéis q os carros atuais, associados às modernas caixas de som podem produzir. poderiam inverter e colocar os criativos e competentes inventores da tecnologia de som p/trabalhar na vacina contra o câncer e os cientistas sem resultados visíveis dessa área poderiam ficar com o âmbito do som q creio ñ poderá avançar muito mais sob pena de esfolar nossos tímpanos.

mas quero chegar hoje à cabana e sempre outro assunto atrapalha. já me vou colocar defronte do atendente da cabana  p/adiantar o negócio pq tenho mais coisas p/fazer hj. então estou diante do
balconista, e dialogamos:

eu:  meu bom taberneiro, q tipo de som maravilhoso é esse q ouço ?

balconista: amigo, tenho certeza q o som q vc ouve é o mesmo q ouço, embora para mim o efeito deva ser levemente diferente pois estou de ressaca e com dor de cabeça. esse som é do inigualável pablo do arrocha.

eu: bom despachante de bebidas alcóolicas, perdoe-me a ignorância, mas arrocha seria a cidade de onde viria o gênio apontado, a exemplo de outros q incorporam os locais de origem a seus nomes de batismo, tais como ney mato-grosso ou jesus de nazaré? 

balconista: ñ. arrocha é um ritmo dançante. ñ é contagiante mas é contagioso, pq como pode verificar, todos num raio de 20 km devem estar com essa música na cabeça. inclusive eu, q estou com dor de cabeça.

eu: entendo, entendo... temi q arrocha fosse um nome de lugar e fiquei pensando como se chamariam os q nascem em uma cidade assim chamada. esse pablo deve ser uma assumidade porque ao seu nome juntou a denominação do próprio ritmo, estou certo?

balconista: sim. existe o whisky q dá dor de cabeça, q é esse q eu vendo aqui na cabana, e o whisky q vendem nas cabanas de praia da escócia e q merecem o nome de whisky. em circunstâncias normais eu o beberia com prazer. mas no momento eu estou achando a música de pablo um destilado de veneno de rato.

eu: pois ñ ? -  e me afastei daquele herege q me deu tão boas informações. ñ quis falar com o proprietário do carro de som por pura timidez. tb percebi q ele ñ apreciava a presença de fãs pois um indivíduo mais corajoso foi lhe falar e ele fez menção de pegar alguma coisa no porta-luvas. imaginei q fosse uma caneta p/fazer um autógrafo, mas o fã outrora destemido saiu em uma carreira sem fim qdo seu ídolo abriu a porta do carro velozmente. o comportamento humano é mesmo muito curioso, tão perto de conseguir o q almejava o ser se sabota e se afasta do seu objetivo !

voltei p/o lugar em q eu estava lendo o livro e fiquei absorto naquelas reflexões. recordei-me de strauss, q mesmo sendo festejado como o criador da valsa, jamais teve forjado seu nome em conjunto com o gênero musical. nem luiz gonzaga nem beethoven e outros q ñ conheço por falta de cultura musical. a inveja dos contemporâneos ñ permite reconhecer a presença de um gênio enquanto vivo. depois parei com as reflexões. ocorreu o mesmo q ocorre com aqueles q migram de uma alimentação artificial e gordurosa para uma dieta mais natural. primeiro senti dor de cabeça, depois tontura. por fim, adoidado de tanta beleza, às margens do oceano atlântico, vomitei sobre meu livro. na saída joguei meu livro fora. se existe pablo do arrocha p/q eu preciso de livros?      




       

domingo, 8 de abril de 2012

então é natal !

eu fico cabreiro com as pessoas q economizam palavras. algumas são tão econômicas q até ñ falam. e dizem q estamos bem economicamente !  há uma campanha midiática p/nos induzir a acreditar q a inflação está pequena, embora meu cético salário duvide disso. quer dizer, mesmo em um ambiente psicológico de ausência de inflação há ainda os q colocam palavras dentro do colchão. se poupam palavras, imagine dinheiro !!! costumo ficar particularmente com raiva daqueles a quem saudo com um boa tarde ou congênere e tenho como resposta apenas a palavra "boa". "boa tarde", "boa". quem são essas pessoas? será q realmente fazem parte da espécie humana ou são uma derivação do louva-deus ou da fuinha? será q são alienígenas q ainda não se aculturaram e não conseguem completar a sentença? vão nos dominar na marra sem ao menos nos dar um boa tarde completo? o meu medo é q encontro cada vez mais pessoas desse tipo. prestem atenção: estamos sendo dominados por esses ets mal-educados ! no futuro os homens pagarão às prostitutas apenas p/ouvir um boa tarde completo !

fico imaginando como é o dia-dia de uma pessoa q economiza palavras, já q eu sou o oposto: o boquirroto, o prolixo, o redundante, o palavroso... bom, vcs entenderam. o abundante, o extenso, o fastidioso. o cara q economiza palavras deve poupar cera de ouvido, suor, cabelo, deve ter as unhas do zé do caixão, deve chorar p/dentro e só revelar os dentes qdo vai ao dentista, mas abrindo a boca bem devagar. o cara q economiza palavras deve ter pena de gastar suas secreções mais recônditas. eu até entendo os q fazem voto de silêncio e dedicam tal sacrifício à sua crença. eu ñ suportaria conviver com eles. ou eles ñ suportariam conviver comigo pq eu teria a meta pessoal de fazê-los falar. embora p/fazer um monge falar acho q só o capitão nascimento. o capitão nascimento o faria falar "boa tarde" em 50 línguas. mas retornando... eu os entendo. mas e quem ñ fala "boa tarde" completo q tipo de voto fizeram? alguns eu vejo q fizeram voto de feiúra, mas isso ñ vem ao caso. esse possível voto de mesquinharia verbal impõe um sacrifício apenas p/o seu interlocutor, q em troca de duas palavras cordiais e adequadas recebe apenas uma, quase em um grunhido. eu me sinto um contribuinte brasileiro conversando com um contribuinte sueco. mas eles ñ são o pior tipo.

o pior tipo, o mau caráter das saudações, é aquele q inverte as palavras. é o q, ao ouvir um belo e sonoro "boa tarde", replica com um irônico "tarde boa". o q fala apenas "boa" tem prisão de ventre, o q fala "tarde boa" é a hiena do mundo humano animal. veja bem, vc está sendo gentil, bacana, desejando q aquele infeliz, em meio à sua existência inútil e bárbara, tenha um intervalo de 5 ou 6 horas boas (dependendo da estação), ao passo q ele retruca com uma clara gozação, um deboche de suas intenções positivas. ao dizer o "boa tarde" vc é generoso, educado. ao ouvir o "tarde boa" vc se converte em um ingênuo otimista. vc deseja o q há de melhor para um terceiro e ele rouba o seu  lanche.   

aproveitando q hj é uma data festiva q significa "passagem" ou "libertação", nós q fazemos as saudações completas vamos começar a espalhar essa boa velha de q a educação merece educação como resposta. ñ estamos pedindo esmolas ou gracinhas. ontem mesmo comecei esse trabalho ao ouvir de uma sra um "bom" diante do meu sonoro e fértil "bom dia". praticamente repeti o q disse esse texto. depois a acordei e desejei "boa páscoa". ela então me disse: "idem". então "idem" p/todos vocês q chegaram ao fim do texto.