eu nunca tenho mais q 3 amigos pq eu tenho mais o q fazer e amizade dá muito trabalho. os amigos homens ficam melhores com o tempo, mas só um pouco, pq ao passo q as mulheres amadurecem e vão vencendo as etapas naturais do crescimento, infância, adolescência e idade adulta, o homem acumula a idade e não abandona as fases anteriores. ele se torna adolescente mas continua infantil. ele se torna adulto e continua adolescente e infantil. a exceção é quando ele se transforma em velho e aí deve ter algum estalo do sentido da vida pq se rende completamente à infância. ele tem o serviço psicanalítico de libertar a criança em si e deixá-la ir embora ñ sei p/onde (p/onde vai a criança q vc foi qdo vc a liberta da sua mente: andar de roda gigante ou dar recados p/o tráfico?). para ilustrar de forma racional o meu discurso vamos agora observar cientificamente como esse processo se dá em nível inconsciente. o trecho a seguir foi retirado da famosa obra de freud, "dicas de churrasco e bordado", mais popularmente conhecida nos meios acadêmicos pelo seu sub-título: "o atropelamento do meu cachorro billy, suicídio ou catarata canina?". leiam a partir da p. 128, 3º parágrafo.
estão lá os três reféns aos pés do velho pistoleiro. a criança, o adolescente e o adulto. a criança gosta de cheetos; o adolescente quer roubar um carro só p/ver como é q é; o adulto odeia o trabalho mas quer convencer os outros dois a ñ odiarem a escola. o velho pistoleiro é o ego, ele olha p/o seu capanga, o id (o id só tem intelecto p/ser capanga, embora tenha muitas histórias p/contar) e fala: "deixe só a criança, liberte os outros dois. depois vá comprar cheetos". o id ñ pergunta ( o id nunca pergunta nada, ele acolhe os mais absolutos paradoxos). o velho pistoleiro está de botas de vaqueiro agora, com aquelas esporas q parecem sinos de tanto barulho q fazem qdo ele pisa o assoalho de madeira. ele se agacha e fica da altura dos olhos da criança, como ensinam os manuais de educação infantil.
"vc pode ir brincar lá fora agora, hj ñ tem lição, ñ tem banho, ñ tem hora de almoço ou jantar, ou café. depois vamos brincar de polícia e bandido e vc pode ser o bandido."
"mas eu gosto de fazer a lição!".
"escute, ñ precisa fingir. o superego ñ está mais conosco. eu montei uma emboscada contra ele há dois dias, em um despenhadeiro, lá perto das memórias de bebedeiras. ele sempre ia p/lá encher o saco. mas antes de eu atirar ele caiu morto. o id vinha colocando vidro moído na comida dele há uns trinta anos. agora somos só nós. ñ precisa fingir."
"eu quero um dever de casa. AGORA"
"eu ñ lembrava q vc era tão careta ! tome esse cigarro, vamos ouvir esse LP de histórias infantis de q eu tanto gostava qdo era criança"
"fumar faz mal pros dentes e pra respiração. pode ouvir essa droga de disco. eu vou procurar um dever de casa nesse lugar. vou ganhar o dia se encontrar de matemática. depois tomarei um belo banho"
o velho se acomoda no sofá deprimido. o adolescente parecia mais divertido, pq ele deixou o adolescente ir embora ? p/onde vai o adolescente q vc foi qdo vc o liberta? nesse momento chega o id com um pombo morto.
"ah, velho id, vc errou as compras de novo. esse pestinha sabe cuidar de si melhor q nós dois juntos. um dia ele vai ser dono de uma fábrica de cheetos se quiser. prepare meu cavalo, vamos atrás de alguém na memória das bebedeiras."
o id fala : "o velho é uma criança malcriada com autorização legal p/fumar charutos e beber whisky"
"quem mandou vc falar isso? quem lhe deu falas? qdo vc fala só causa constrangimento ! q falta faz o superego, ele lidava melhor com vc!"
triste, mas sem saber pq, o id sai do recinto e põe a sela em uma bicicleta. depois monta e fala: "pocotó". a bicicleta cai. o velho vê tudo e lhe dá outra bronca. o id fica num canto, com um único pensamento inteligível: "vidu muído, vidu muído"
esse freud sacava tudo da mente humana, hein ?
Nenhum comentário:
Postar um comentário
só diga seu nome. mesmo se for anônimo.