terça-feira, 1 de maio de 2012

fulano e beltrano

FULANO ficou com uma menina em uma micareta depois foi em sua casa para pedir namoro. lá a menina o dispensou dizendo q precisava de tempo para estudar p/o vestibular. ele se levantou e com raiva disse: 

"vc nunca, veja bem, nunca, NUNCA vai passar no vestibular. vc é uma pessoa amarga e triste, q ñ quer namorar. e namorar comigo, o q é muito bom." 

ele saiu confiante q aquela praga ia pegar. depois do vestibular ele soube q a menina havia passado. e em primeiro lugar. e conseguiu uma bolsa de pesquisa como prêmio. depois disso ele pensou em usar psicologia reversa com o destino e qdo foi dispensado na vez seguinte por outra menina ele lhe desejou o melhor possível: 

"seu pai morreu e vc ñ pensa em ter um relacionamto agora, mas tenha certeza q ele deve estar no céu, entre anjos maravilhosos cantando o hino do flamengo. ah, ele torcia para o vasco? então eles estão cantando o hino do vasco e q um dia ao superar tudo isso vc encontrará uma pessoa maravilhosa q compartilhará sua vida com cuidado e generosidade. vcs terão uma vida longa e próspera, longe de todas as doenças, especialmente as venéreas. e câncer. preciso dizer isso. vcs nunca terão câncer - aí ela falou aids- é e aids tb. e um dia, muito mais muito distante, vc reencontrará seu pai, ñ em um caldeirão de lava efervescente, mas em um curso de harpa no paraíso, ministrado pelo próprio jesus".

a menina achou aquilo tão bonito q mudou de ideia e topou namorar com ele. e até casou com ele. nunca teve um dia em q ele ñ pensou nessa praga mascarada de votos de felicidade. um dia encontrou uma mancha esquisita perto do nariz. 
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BELTRANO precisava terminar um relacionamento e estava com pena de gastar passes de ônibus p/ir à casa da namorada e encerrar o romance. mas foi assim mesmo e assim q chegou a menina disse: 

"vamos sair e comer um sanduíche." 

qdo ele pensou em discordar já estava sentado numa cadeira da lanchonete esperando o sanduíche chegar. ñ pediu nada p/ele, "estou sem fome". ela disse q ele estava estranho e parecia triste. ele aproveitou a deixa e respondeu q estava assim pq se sentia muito diminuído diante dela, q era um mulherão. q ela ñ o merecia. q merecia coisa melhor. q ele estava numa fase complicada da vida, estava pensando no sentido da existência, no rebaixamento de plutão a asteroide ou cometa, ele ñ sabia bem, se o q existe na imaginação equivale ao q existe na realidade. por exemplo, um rinoceronte unicórnio podia estar em uma realidade alternativa agora pensando neles e dando risadas para as figuras desses esdrúxulos seres humanos. ou bem podia ser uma anta, o q tornaria tudo mais humilhante. esses eram conflitos q lhe davam muita angústia. ela disse q estava surpresa, q nunca se achou um mulherão, mas q nesse momento essas observações dele, q parecia ser um cara inteligente por falar tantas coisa q ela ñ entendeu, a  encheram de auto-confiança e q ela ñ poderia largar um homem q a venerava tanto. no final ela pagou o sanduíche (pois ele havia esquecido a carteira em cima da cama) e continuaram a namorar. 

ele se apaixonou por ela, como poderia largar uma mulher q paga a própria conta? 3 meses depois eles estavam na mesma lanchonete. ele devorava um sanduíche e ela estava sem fome. então ela começou a falar. disse q ponderou muito sobre o relacionamento e sobre o q ele falara naquela mesma lanchonete. disse q após 3 meses percebeu q ele dissera a verdade e q ela merecia coisa melhor. ele começou a chorar enqto comia o sanduíche. 

"mas eu amo vc. vc é a mulher da minha vida". 

"ñ podemos nos relacionar mais. agradeço a sua fala q me despertou para o fato de q eu sou um mulherão, mas ñ posso pagar isso com um relacionamento. um obrigado já é suficiente. eu vou procurar alguém do meu nível e deixar de abalar a sua segurança". 

" mas vc ñ abala mais a minha confiança, ao seu lado eu me tornei um homão. hj eu sou um cara maravilhoso". 

" humm... ñ, ñ. eu te acho bem medíocre. um traste para falar a verdade. mas ñ se preocupe, a mediocridade é muito comum, vc terá muita opção p/encontrar uma mulher do seu nível. o q ñ falta no mundo são idiotas".

"me dê mais uma chance. ah, qdo eu fico estressado me dá uma fome, vou pedir outro sanduíche..."

"só peça se tiver o dinheiro. esse sanduíche q vc é comeu é o último q vou lhe pagar. além de medíocre vc custa muito caro. eu podia dar entrada em uma mobilete com o q eu gastei com vc nesses 3 meses. o q eu perderia mais ao longo do tempo? um apartamento? uma casa no campo? um iate? estou falando p/te ajudar, vc tem sérios problemas de apetite". 

ele enxugava as lágrimas com um guardanapo, lembrou p/si mesmo q ELE é q iria terminar o namoro com essa boçal e q agora ela é q ficava botando moral, bancando a gostosa. teve raiva. teve fúria. e isso foi crescendo nele até q desabafou: 

"eu confiei em vc esse tempo todo.confiei tanto q vim sem o passe do ônibus ou o dinheiro p/a volta, na expectativa de vc ter um passe p/me emprestar. vc sabe o nome disso? isso se chama CONFIANÇA. e vc vem com essa trairagem. se vc ia terminar, a praxe obriga q vc fosse ao meu encontro e ñ o contrário. como pude namorar uma mulher q desconhece o mais banal dos protocolos de relacionamento? como pude ser tão cego? quer saber? se vc ñ me der um passe agora eu faço uma cena". 

ela revirou a bolsa, achou um passe e lhe entregou. 

"eu vi tb uma nota de dez reais na sua bolsa, se vc ñ me entregá-la eu faço uma cena". 

"pode fazer sua cena, eu ñ vou ficar para assistir". 

ele se levantou e falou para a lanchonete cheia: 

"essa mulher me deu um passe de ônibus para q eu transasse com ela!" 

um cara do canto gritou: "vc ñ vale tudo isso". é horrível qdo esses engraçadinhos aparecem. ela riu e saiu com toda dignidade. 

ele saiu pensando no mau-caratismo das mulheres imaginando ser uma marca cromossômica ou algo do gênero. achou a noite bonita e estrelada. olhou o relógio, ainda estava cedo, e pensou: "acho q vou na casa de outra namorada q mora aqui perto. ainda deve dar tempo de pegar a janta. será q ela tem passe?". e saiu assoviando.


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